quarta-feira, 15 de outubro de 2014

TRABALHANDO NA ISS QUEST

2014, 09 de outubro. Tendo a Terra como plano de fundo, os astronautas Reid Wiseman, da NASA, e Alexander Gerst (que aqui não aparece), da Agência Espacial Europeia, efetuam, entre outras atividades, um reparo em uma bomba de refrigeração do sistema da Estação Espacial Internacional Quest.
Foto: NASA/REUTERS
O trabalho fora do módulo Quest (Joint Airlock Module) durou 6 horas e 13 minutos e se constituiu no primeiro dos três passeios espaciais programados para a tripulação da Expedição 41 - atual missão na Estação Espacial Internacional, que iniciou em setembro de 2014, com término previsto para março de 2015.
Fonte: The Telegraph

terça-feira, 14 de outubro de 2014

ARY RONGEL

Construído na Noruega pela companhia Georg Eides Sonner AS, com sede em Hoylandsbygd/Hordaland, e lançado em 22 de janeiro de 1981, o navio oceanográfico Polar Queen, pertencente à empresa norueguesa G. C.Rieber Shipping A/S, de Bergen, executou serviços de apoio logístico no Mar do Norte e na Antártida, além de pesquisas sobre focas nas regiões austrais até meados de 1994.

O Polar Queen foi adquirido pelo Brasil e rebatizado como Ary Rongel, em homenagem ao hidrógrafo [autodidata] Ary dos Santos Rongel (1897-1978). Em 25 de abril de 1994 foi incorporado como substituto ao Barão de Teffé (H-42). Desde então o NApOc Ary Rongel (H-44) passou a se constituir em importante peça de apoio para as atividades relacionadas ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), mais especificamente à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) e suas extensões antárticas. Contribui ainda com a coleta de dados meteorológicos, hidrográficos e oceanográficos relacionados aos projetos científicos da PROANTAR e às atividades desenvolvidas pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). A tripulação é composta por até 72 homens (19 oficiais e 53 praças) e uma equipe de 22 cientistas.
Foto: Marinha do Brasil (2010)
Com 75,32 m de comprimento por 13,06 m de boca (largura máxima) e 6,20 m de calado, o Ary Rongel tem dois motores diesel Krupp-Mak 6M453Ak de 6 cilindros e é capaz de deslocar 3.600 toneladas e gerar 4.500 bhp (potência medida sem considerar-se as perdas causadas pela caixa de câmbio e demais componentes do motor).

Os motores são acoplados a um eixo protegido para navegação no gelo, composto por uma hélice chamada “hélice de passo controlável”, onde é possível promover-se uma mudança no ângulo das suas pás, em pleno movimento. O objetivo é proporcionar o melhor desempenho para uma particular condição de navegação.

À velocidade constante de 12 nós (a máxima é de 14,5 nós) e com um tanque para 790 toneladas de combustível e 60 dias de autonomia, o Ary Rongel é capaz de cobrir 17.000 milhas náuticas. A embarcação conta também com um sistema computadorizado de correção dinâmica de posição, composto por dois pares de propulsores acionados por motor elétrico - muito usados para atracar um navio lateralmente - chamados bow-thrusters(um de cada lado da proa) e stern-thrusters (um de cada lado da popa).

Outras características e equipamentos do Ary Rongel, cujo código internacional de chamada é PWAR:
  • 3 geradores de 200 kW;
  • 2 radares de navegação;
  • 1 porta de carga lateral 3,5 x 3 m;
  • 1 porta de carga lateral 2,75 x 2,5 m;
  • 1 guindaste com capacidade para 6 toneladas;
  • 1 guindaste do tipo “pau de carga” - para elevação e movimentação de materiais pesados até 25 toneladas;
  • 2 porões com capacidade de carga total de 1.760 m³;
  • 2 helicópteros Hélibras UH-12/13 Esquilo;
  • Convôo capaz de suportar aeronaves de até 5,8 toneladas.

Desde a sua incorporação à Marinha do Brasil até hoje, o Ary Rongel já realizou mais de vinte operações de apoio a projetos científicos entre o sul da América do Sul e continente antártico.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

JOE 90

Criada em 1960 pelo casal Gerry & Sylvia Anderson, "Joe 90" é uma série britânica de ficção científica filmada e produzida pela Century 21 Productions e pela Incorporated Television Company, e feita exclusivamente com marionetes.

Joe McClaine é um menino de 9 anos de idade que começa uma vida dupla depois que seu pai, que é cientista, inventa um dispositivo denominado BIGRAT (Brain Impulse Galvanoscope Record and Transfer) capaz de copiar e transferir ao cérebro humano uma quantidade significativa de conhecimentos e experiências. Através de um processo de transferência de dados, ele se transforma em um menino super-dotado, adquirindo conhecimento acadêmico avançado e, principalmente, habilidades militares. Então é recrutado, como agente especial - um James Bond mirim -, pela Rede Mundial de Inteligência (WIN), cujo objetivo é salvar vidas humanas e manter a paz mundial.


YouTube/José Maria Gobbo

Composta por 30 episódios, a série foi exibida no Reino Unido entre setembro de 1968 e abril de 1969. Essa, e outras séries filmadas com bonecos, foram exibidas no Brasil ainda no começo da década de 70. Quem [era guri e] morava no Rio Grande do Sul, na época, pôde acompanhar "Joe 90" pela TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

COMEMORANDO A VITÓRIA

Estes caras aí fizeram parte da 3ª Companhia de Comando, 11º Regimento de Infantaria (Regimento Tiradentes, de São João del Rei, MG), mais conhecido como Onze, da FEB (Força Expedicionária Brasileira) que combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Foto do acervo familiar do Cabo Jorge Nalvo, expedicionário da FEB. Fonte: Estadão
O registro fotográfico é comemorativo ao fim das ações bélicas na frente italiana, em 02 de maio de 1945.

O Onze e o Sampaio - 1º Regimento de Infantaria  (Regimento Sampaio, do Rio de Janeiro, GB) - constituíram o 1º escalão de combatentes brasileiros a se deslocar para o teatro de operações de guerra na Europa, em julho de 1944.

sábado, 27 de setembro de 2014

PONTE AÉREA: RÚSSIA/FAVELA DE SANTA MARTA

Rio de Janeiro, agosto/setembro de 2014. Elas vieram de longe para uma experiência de seis semanas que nunca imaginaram vivenciar.

Masha Mironyuk, de Chelyabinsk/Rússia, estudante de Relações Internacionais, e Maria Semenchenok, de Moscou/Rússia, licenciada em Engenharia Aeronáutica, tiveram a oportunidade de chegar ao Rio de Janeiro através de um intercâmbio organizado pela AIESEC - uma organização sem fins lucrativos gerenciada por jovens, em parceria com outras organizações e instituições ao redor do mundo, cujos objetivos são o engajamento e desenvolvimento da juventude através de experiências de alto impacto - e a UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Elas se hospedaram na Favela de Santa Marta, conhecida no mundo todo por ter sido o local escolhido por Michael Jackson como cenário para o seu clip "They Don't Care About Us", em 1996. Naquela época, morar em Santa Marta era sujeitar-se a viver sob o jugo da guerra entre facções do tráfico de drogas. Santa Marta foi a primeira favela a ser pacificada, em 2008, mas ainda enfrenta muitos problemas de infraestrutura como, por exemplo, a quase inexistência de saneamento básico.

"Eu não sabia o que era uma favela, apenas tinha ouvido falar, mas não podia imaginar tudo isso: as casinhas na montanha, as ruas estreitas e as centenas de escadarias. Na primeira semana que passei aqui, tive um verdadeiro choque cultural."
"(...) Vim para fazer um intercâmbio através de uma organização internacional de estudantes (...)."
"(...) Alguns dias antes de chegar, me fizeram uma proposta de viver em uma favela e eu aceitei. Foi assim que cheguei à Santa Marta."
"(...) Eu li que antes era perigoso e que agora está muito mais tranquilo. Quando me disseram que iríamos viver em uma favela, não me preocupei muito. Me pareceu uma oportunidade única para conhecer uma parte da cidade que nem todo mundo vê. O Rio de Janeiro não é feito apenas de bairros ricos em frente à praia."
Masha Mironyuk, 20 anos.

“Antes de chegar, eu pensava que uma favela era simplesmente um bairro pobre, mas na realidade é um pequeno universo cheio de pessoas e de casas, nas quais vivem não apenas os desfavorecidos. As pessoas são muito amáveis, falavam conosco e tentavam nos ajudar, apesar de não entendermos português."
“(...) Para mim foi uma grande experiência. A princípio, você só pensa na pobreza, mas depois de algum tempo se dá conta de que as pessoas são muito amáveis e que vivem em uma comunidade, como se fosse uma grande família. Foi muito bom sair da zona de conforto e conhecer outra realidade, porque o Rio é isso, uma cidade de grandes contrastes." 
Maria Semenchenok, 24 anos, que junto com Masha Mironiuk, deu aulas de criação de empresas, startup - situação que caracteriza um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza - e novos modelos de negócios a estudantes brasileiros. 

Uns dias depois do impacto inicial que durou uma semana, subir os 550 degraus que separam o local de onde se hospedaram até a rua, já não parecia tão difícil. Isso ocorre quando o teleférico, que sobe até o topo da favela, estraga. Quem fica para trás depois da meia-noite - horário de encerramento da linha - também só volta a pé.

"(...)Não viveu na favela quem ainda não subiu 550 degraus a pé e debaixo de chuva”, afirmou Masha Mironiuk, em tom de brincadeira.
A jovem, que já consegue entender [um pouco] o português falado no Brasil, retorna aos seus estudos, em Cheliabynsk, com uma bagagem cultural, pelo menos, diferenciada, e talvez um pouco triste por ter que ir embora. O Rio de Janeiro, por certo, ficará para sempre entranhado em suas boas lembranças.

Fonte: Gazeta Russa

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

JANTAR FARROUPILHA DO GRÊMIO FBPA

Fundado em 15 de setembro de 1903, portanto, há 111 anos, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense inaugurou seu primeiro estádio em 04 de agosto de 1904. O chamado Fortim da Baixada, localizado numa área [naquele tempo] conhecida como Schützverein Platz, entre as ruas Mostardeiro e Dona Laura, ao lado do atual Parque Moinhos de Vento, foi a casa do tricolor gaúcho durante 50 anos, ou seja, até a inauguração do Estádio Olímpico, em 19 de setembro de 1954.

Dentre as glórias alcançadas nos tempos de Baixada, destacou-se a conquista do Campeonato Farroupilha*, em 22 de setembro de 1935, com vitória [por 2 x 0] diante do SC Internacional.
Na época, a vitória gremista foi considerada um feito heroico pela forma como foi alcançada. O jogo estava empatado [em 0 x 0] até os 42 minutos do segundo tempo, e o empate daria o título para o Internacional, mas Foguinho e Laci, bem no final, consagraram o Grêmio. O técnico Sardinha I, emocionado, sugeriu que esse título fosse comemorado por mais um século.
Assim, desde 1935, em 22 de setembro, o Grêmio promove o Jantar Farroupilha, em alusão à lendária conquista.


Grêmio, Campeão Farroupilha/1935. Em pé: Artigas, Jorge, Luiz Luz, Lacy, Foguinho, Mascarenhas, Sardinha II, Brandão e Divino. Ajoelhados: Chico, Dario, Lara, Russinho e Torelly.

P.S.: Em 2014, o 79º Jantar Farroupilha foi realizado às 20 horas do dia 23 de setembro, no Restaurante Vitrine Gaúcha (DC Shopping - Rua Frederico Mentz, 1561 - Porto Alegre, RS).
 
*Denominação do Campeonato de Porto Alegre, no ano de 1935, em comemoração aos 100 anos da Revolução Farroupilha.

Imagem e inspiração: Cruz, Jairo**. SETENTA ANOS DE GRE-NAL. Edição Folha da Tarde, 06.10.1979.

**O Dr. Jairo Cruz, falecido em 10/04/2008, foi médico [não remunerado] do Grêmio entre 1956 e 1973 e conselheiro do clube de 1962 a 1977. Ele foi o primeiro médico e dirigente a criar o departamento médico no clube, equipando-o na época com o que havia de melhor para tratamentos de lesões em atletas.

sábado, 16 de agosto de 2014

UNINDO O ÚTIL AO [DES]AGRADÁVEL

Eastbourne, UK, 31 de julho de 2014. Quando percebeu que o cais estava em chamas, Louisa Foley, uma estudante residente na região, aproveitou a oportunidade para revelar-se como "celebridade".
Photo: Yoko8th / reddit

Não a condeno. Sem possibilidade alguma de ajudar no combate ao incêndio, era a sua hora de unir o útil ao [des]agradável. Assim, Louisa ensaiou uma pose de revista e "congelou" para a fotografia, valorizando suas belas curvas em um minúsculo biquini com estampa de jiboia. Naquele momento ela dava a impressão que estava fazendo um comercial de bebida. Enquanto isso, ao fundo, o pier de Eastbourne ia se desintegrando.

Desconfio que a musa, a partir de agora, aguarda convites para posar nua para a Playboy britânica.

Fonte The Telegraph
  

quinta-feira, 31 de julho de 2014

MULHERES & DOCES II

EE.UU., [possivelmente no final da] década de 40. Enquanto a atendente e a menina paralisam o semblante na direção do fotógrafo, a cliente [de chapéu] dirige um sorrateiro olhar para a porta do estabelecimento, desconfiada de ter sido seguida pelo marido. No momento em que leva o produto à boca, não há mais como disfarçar suas intenções. Se ele - o marido - descobrir que ela cedeu à tentação de comer um doce na snack bar, o regime de emagrecimento foi sabotado e o casamento estará desfeito. Daí a preocupação da mulher.
Photo: Amin Peyrovi

Alheio ao grave acontecimento, um desconhecido sorve [de canudinho] uma misteriosa bebida - recipiente encoberto pela presença da menina.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

BRANCURA RINSO


1953. No Brasil, até [pelo menos] essa data, botar as roupas de molho com uma pedra de anil - para deixar mais brancas as roupas brancas e dar um realce às cores das roupas coloridas -, alvejar [com água sanitária], esfregar, torcer, quarar - colocar as roupas brancas ensaboadas no sol para clareá-las ainda mais - e enxaguar, fazia parte da rotina das donas-de-casa, de acordo com as orientações passadas de mãe para filha desde... desde sempre.

 Prometendo um branco ainda mais branco, a Sociedade Anônima Irmãos Lever, filial brasileira da Unilever - empresa criada em 02 de setembro de 1929, um mês e meio antes da maior queda da bolsa de valores de Nova York - lançou o Rinso, primeiro sabão em pó fabricado no Brasil, à base de gordura e óleos vegetais. A fábrica ficava na Vila Anastácio, zona oeste da cidade de São Paulo.

Prevendo dificuldades na divulgação e utilização do produto, a empresa contratou demonstradoras que iam de porta em porta perguntando às donas-de-casa: "Posso usar seu tanque?" Assim, mostravam como se utilizava o novo produto. Em seguida, as demonstrações passaram a ser públicas, em tanques montados em parques, cinemas ou teatros e caminhões. Fizeram isto em mais de 120 cidades brasileiras.

Amparada pelo sucesso da mais nova forma de lavar roupa [ainda sem máquina], a Irmãos Lever resolveu lançar, em 1957, um "concorrente" para o seu Rinso. Nascia o OMO - acrônimo inglês para Old Mother Owl, cuja tradução literal é "Velha Mãe Coruja", um sabão em pó sintético, à base de matérias-primas químicas, e de coloração azul-claro, talvez em referência [ou reverência] às antigas pedras de anil, associadas a roupas, digamos, super-brancas.

¿O Rinso era verde-claro ou branco? Não lembro.

Enquanto isso, lá nos 60's, imaginando que o OMO era um "rival" do Rinso, eu prestava atenção sobre qual das duas marcas de sabão-em-pó era a preferida da minha mãe. Em seguida me dei conta que o fator principal da escolha dela era o preço. Ela comprava o que estava mais barato. Ora um, ora outro.

A crescente escalada da marca OMO deu a seus fabricantes a segurança de, aos poucos, abandonar seu primogênito. Assim, imagino que lá pelo início dos 70's, após perder mercado para o seu irmão caçula, o Rinso parou de ser fabricado no Brasil, mas de lá para cá muita gente por aqui, quando quer se referir a qualquer sabão-em-pó diz "Rinso".

Post scriptum para os saudosistas: 
Na Austrália, EE.UU., Indonésia e U.K. o Rinso ainda é fabricado.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

AS ESTRELAS DA BANDEIRA DO BRASIL



Foi o pintor Décio Vilares quem executou o primeiro desenho da atual bandeira do Brasil, assemelhada à bandeira do Império feita pelo francês Jean-Baptiste Debret. Ela foi implantada quatro dias após a proclamação da república, em 19 de novembro de 1889, a partir da ideia do filósofo e matemático Raimundo Teixeira Mendes, com a ajuda do também filósofo Miguel Lemos e do astrônomo Manuel Pereira Reis.

As estrelas sobre o campo azul da bandeira representam a disposição desses astros no céu do Rio de Janeiro, na manhã de 15 de novembro de 1889, às 08:30 h, tendo como centro o Cruzeiro do Sul que é interceptado por um eixo vertical imaginário até o infinito. Um suposto observador, fora da abóboda celeste, veria dessa forma as estrelas dispostas sobre a cidade do Rio de Janeiro.

Cada estrela representa um Estado do Brasil. Por exemplo: a estrela que se encontra acima da faixa “Ordem e Progresso” representa o Estado do Pará, que em 1889 era o maior território localizado acima da Linha do Equador.
Clique na imagem [para obter um zoom] e veja qual das estrelas representa o seu Estado.
Para visualizar o Estado correspondente a cada estrela da bandeira dê um zoom de 200%.


Estados
Estrelas
ACRE
Gama da Hidra Fêmea
ALAGOAS
Teta do Escorpião
AMAPÁ
Beta do Cão Maior
AMAZONAS
Procyon (Alfa do Cão Menor)
BAHIA
Gama do Cruzeiro do Sul
CEARÁ
Epsilon do Escorpião
DISTRITO FEDERAL
Sigma do Oitante
ESPÍRITO SANTO
Epsilon do Cruzeiro do Sul
GOIÁS
Canopus (Alfa de Argus)
MARANHÃO
Beta do Escorpião
MATO GROSSO
Sirius (Alfa do Cão Maior)
MATO GROSSO DO SUL
Alphard (Alfa da Hidra Fêmea)
MINAS GERAIS
Delta do Cruzeiro do Sul
PARÁ
Spica (Alfa de Virgem)
PARAÍBA
Capa do Escorpião
PARANÁ
Gama do Triângulo Austral
PERNAMBUCO
Mu do Escorpião
PIAUÍ
Antares (Alfa do Escorpião)
RIO DE JANEIRO
Beta do Cruzeiro do Sul
RIO GRANDE DO NORTE
Lambda do Escorpião
RIO GRANDE DO SUL
Alfa do Triângulo Austral
RONDÔNIA
Gama do Cão Maior
RORAIMA
Delta do Cão Maior
SANTA CATARINA
Beta do Triângulo Austral
SÃO PAULO
Alfa do Cruzeiro do Sul
SERGIPE
Iota do Escorpião
TOCANTINS
Epsilon do Cão Maior

Fontes: Eduardo de Freitas - http://www.brasilescola.com; Almanaque Abril, 1990.
Imagem: Sérgio Fontana

quinta-feira, 12 de junho de 2014

O ARTILHEIRO DA COPA

1974, 06 de julho. Antes da Copa [realizada na Alemanha] ninguém acreditava que a Polônia pudesse repetir o feito de dois anos antes, quando ganhou a medalha de ouro nas olimpíadas de Munique. Pois foi por pouco que isto não aconteceu, uma vez que a única derrota da seleção polonesa foi na semifinal contra a anfitriã Alemanha [que viria a ser a campeã], num campo encharcado de uma tal maneira que a bola batia e ficava, imediatamente, em repouso.

Apesar da derrota, a Polônia, na minha opinião, era a segunda melhor seleção do torneio, perdendo apenas, em técnica, para os holandeses, de Johan Cruyff & Cia. Os alemães, que também tinham um bom elenco, os superaram porque superaram seus limites técnicos com vontade, força e porque tinham Gerd Müller, que não foi o artilheiro da Copa, mas foi quem a decidiu a favor da Alemanha.

À Polônia restaram: o 3º lugar, obtido na disputa contra o Brasil, que três dias antes havia perdido a outra semifinal para a Holanda; a façanha de ter conseguido marcar o maior número de gols no torneio - ao todo foram 16 -, um a mais do que os caras dos Países Baixos que fizeram 15; e o artilheiro Grzegorz Lato que naquele 6 de julho fez o gol da vitória contra o Brasil e chegou à marca dos 7 gols, três a mais do que o decisivo Müller, e dois a mais do que os craques Andrzej Szarmach, da própria Polônia, e Johan Neeskens, goleador da Holanda, então conhecida popularmente como laranja mecânica.
Foto: Editora Abril Ltda.

Em tempos de Copa do Mundo no Brasil, 40 anos depois, resta-nos imaginar quem será o artilheiro desta vez. Desde já, aposto as minhas fichas no Givanildo Vieira de Souza, o Hulk, do Brasil.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

II GUERRA MUNDIAL - Dia D + 6

1944, 12 de junho. Em Sainte-Marie-du-Mont, Baixa Normandia, já livre do domínio alemão - quem sabe àquela altura ainda de modo temporário -, um grupo de soldados americanos do 501º e 506º Regimentos da 101ª Divisão Aerotransportada, observa a atividade de civis franceses para obtenção de água potável direto da fonte.

Um soldado [à esquerda] aguarda sua vez. Dá a entender que pretende lavar seus utensílios recém utilizados em uma refeição.
 

O registro fotográfico, abaixo, é do mesmo local, 70 anos depois.
Photographs by Galerie Bilderwelt/Getty and Peter Macdiarmid/Getty
Fonte: The Guardian
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

COPA DO MUNDO FIFA / 2014 - SÉRIE B

Andei pensando, na falta de ter o que fazer, que se existisse uma Série B para a Copa do Mundo, em 2014 ela poderia ser composta pelos países que quase se classificaram para a Copa. Seria a Copa dos Quase/2014.

A composição dos grupos e o carnet da Copa poderiam ficar assim:



domingo, 4 de maio de 2014

O PRIMEIRO GIBI DO HOMEM-ARANHA

Publicado no Brasil, pela EBAL, em abril de 1969, virou raridade o exemplar número 1 do Homem-Aranha, contendo aventuras lançadas seis anos antes nos EE.UU..

A capa do gibi era esta aí.
Mas raridade mesmo é a revista em que o heroi dá as caras pela primeira vez. Tendo aparecido nas bancas americanas em 1962, o último exemplar [que se tem notícia] da revista, foi vendido por um colecionador [a outro colecionador], em 2011, por U$ 1,1 milhão de dólares, e era a edição número 15 da revista Amazing Fantasy, que na época do seu lançamento (agosto/1962) valia 12 centavos de dólar.

O primeiro exemplar desta aí saiu em junho de 1961, sob o título Amazing Adult Fantasy, que se manteve até dezembro do mesmo ano. Em janeiro do ano seguinte, a oitava edição já se chamava Amazing Fantasy.

terça-feira, 22 de abril de 2014

PLAYMATE DO MÊS DE ABRIL

A modelo da foto abaixo é Nancy Crawford, playmate do mês de abril da Playboy americana.

Com 18 anos, 1,65 m, 57 Kg, cintura 61 cm e medidas de 91 cm para busto e quadril, ela foi retratada para a Playboy pelo casal de fotógrafos Barbara e Justin Kerr, há 55 anos.

Acreditando que a musa ainda se mantenha bela, apesar da idade - Valhalla, NY, USA, 16/04/1941 - apresentamos aqui uma de suas performances [do tipo bem comportado] publicada naquela edição (abril/1959).

sábado, 19 de abril de 2014

PALMEIRAS, CAMPEÃO BRASILEIRO/1994

1994, 18 de dezembro. A segunda partida da fase final do Brasileirão daquele ano, entre Corínthians e Palmeiras, no Pacaembu, terminou com um gol para cada lado. Mas três dias antes, em 15/12, o Palmeiras, como mandante [no mesmo estádio], havia vencido por 3 a 1. O somatório de triunfos permitiu-lhe a conquista do título brasileiro de 1994, repetindo o feito de 93.

O Palmeiras de Velloso, Cláudio, Antônio Carlos, Cléber, Wagner, César Sampaio, Flávio Conceição (Amaral), Mazinho, Edmundo (Tonhão), Evair e Rivaldo, treinado por Wanderley Luxemburgo, enfrentou o Corínthians de Ronaldo, Paulo Roberto, Gralak, Henrique, Branco, Zé Elias, Luisinho, Marcelinho Paulista, Souza (Tupãzinho), Marcelinho Carioca e Viola (Marques). O técnico era Jair Pereira.


Roberto Carlos, um dos principais ídolos do time, não jogou a segunda partida e, portanto, não saiu na foto do título.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

CRUZEIRINHO

O de Belo Horizonte, MG, é, com larga vantagem, o mais famoso e vitorioso dentre todos os seus homônimos. Seu prestígio nos induz a imaginar que a tradição e sucesso desse clube inspirou a criação dos outros que também ostentam o nome "Cruzeiro".

Mas o Cruzeiro Esporte Clube veio depois; depois de, pelo menos, um deles.

Dos arquivos do clube mineiro: "Em 1942, com a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, foi proibida a utilização de termos que se referem à Itália, em entidades, instituições e estabelecimentos no Brasil. Com isso, o Clube precisou ser renomeado e o nome escolhido foi Cruzeiro EC, em homenagem ao símbolo maior da pátria brasileira."

No futebol gaúcho temos um exemplo de "Cruzeiro" que nasceu primeiro.

Fundado em 14 de julho de 1913, o Esporte Clube Cruzeiro, com sede em Porto Alegre, RS, foi, durante décadas do século passado, a terceira força do futebol gaúcho, destacando-se também no atletismo, no vôlei e no basquete. Chamado de "Cruzeirinho" pela imprensa gaúcha - termo que eu considero pejorativo ao invés de carinhoso, como querem dar a entender os que assim o denominam -, o Cruzeiro, de Porto Alegre - que agora é de Cachoeirinha, RS -, que eu saiba, é o pioneiro dos "Cruzeiros" do Brasil. "Cruzeirinhos" são as imitações.


EC Cruzeiro
Estádio: Av. Ary Rosa Santos, Bairro Granja Esperança, Cachoeirinha, RS.
Secretaria: Rua Amapá 564, Bairro Ponta Porã, Cachoeirinha, RS - telefone (51) 3041-5220.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O CASO DA CRIMEIA

Afinal, a Crimeia é de quem?

Por Sasha Yakovleva*, especial para Gazeta Russa

Crimeia. O mundo inteiro está acompanhando as notícias que passam em seu território. Rússia, Ucrânia, Ucrânia, Rússia… Alguém vai ter que vencer. Mas o que realmente sabemos sobre a península além do conflito atual?

Historicamente, a Crimeia é diferente em relação à cultura dos dois países que estão na disputa por suas terras. Na verdade, a península tem muito mais influência oriental do que eslava. Por séculos, suas cidades acolhiam mongóis, tártaros, turcos… Os russos chegaram só no século 18.
História da península
Em 1475, quando os otomanos invadiram e dominaram seu território, a Crimeia passou a ser uma base de apoio em guerras contra povos russos. Naquela época, moravam na península mais de 1 milhão de pessoas, entre eles cerca de 200 mil tártaros.
Em 1774, no final da Guerra Russo-Turca, quando o Império Otomano assinou o tratado Kuchuk Kainarji com o Império Russo, o canato da Crimeia [governo comandado por um cã, título dos imperadores mongóis, descendentes de Gengis Khan] se tornou independente, mas continuou sob influência russa.
Já em 1783, a imperatriz Caterina, assinou um manifesto que reivindicava a anexação completa da Crimeia ao Império Russo.

Após a Revolução de 1917, foi criada a República Autônoma Soviética e Socialista da Crimeia, em 1921.
No dia 19 de fevereiro de 1954, o governo da península foi transferido para a República Soviética da Ucrânia. Existem várias teorias sobre essa decisão. A primeira hipótese diz que Nikita Krushchev, líder soviético da época, participou da violenta repressão exercida por Josef Stalin na Ucrânia e, depois da morte do ditador soviético, não conseguiu se livrar do sentimento de culpa. Dar a Crimeia de presente para os ucranianos, portanto, seria um jeito de mascarar seus atos violentos.

A segunda hipótese, mais improvável, fala da influência da cultura ucraniana na vida de Krushchev, afinal sua esposa era ucraniana e ele também tinha paixão por samogon (uma bebida caseira parecida com a tradicional vodca) e canções do país. É estranho até de imaginar!

Uma terceira teoria diz que a junção ocorreu na época da comemoração dos 300 anos do Tratado de Pereyaslav, em 1954. O tratado foi um acordo feito em 1654 entre cossacos e o tsar russo Aleksei 1º. A ideia era fundir o território da Ucrânia com o Império Russo. Os cossacos pediram ao tsar proteção e prometeram servir ao império com dignidade. Segundo essa hipótese, Nikita Krushchev decidiu reunir a Rússia e a Ucrânia nessa mesma data, 300 anos depois, para repetir o ato de junção de dois povos-irmãos.

A última teoria revela que, na verdade, logo depois da Segunda Guerra Mundial, Stalin mandou para a Crimeia, destruída por bombardeios nazistas, russos de regiões nórdicas do país, com o intuito de reerguer a economia da península.
Para quem era acostumado com invernos rigorosos, ele prometeu mar, sol, jardins e vinícolas. Só que quando os russos chegaram à Crimeia, não viram nada disso, apenas destruição e casas abandonadas pelos tártaros. Nesse período do pós-guerra, a península não evoluiu - pelo contrário, decaiu muito. A Crimeia se tornou um lugar depressivo, onde as pessoas passavam fome e não tinham nenhuma qualidade de vida.

Mas foi só quando os habitantes do lugar começaram a exigir mudanças, que Krushchev decidiu tomar uma atitude. Após visitar a península em 1953 e ver a desgraça com os próprios olhos, ele marcou uma reunião em Kiev para discutir a transição do território para a Ucrânia, o país soviético com a maior população de agricultores. A Ucrânia produzia tanto trigo, vinho, melancias, milho e óleo de girassol, que abastecia, inclusive, países vizinhos. Esse teria sido o ponto fundamental para a salvação da Crimeia. Obviamente, na época não havia divisão politica nem geográfica entre os países. As terras só migravam de uma república soviética para outra.
Mas tudo ficava dentro de uma grande e poderosa União Soviética. Havia até uma propaganda do governo para seduzir trabalhadores ucranianos a irem à Crimeia, com promessa de altos salários.

Se essa última teoria é a verdadeira, o plano até que deu certo. Hoje, em 2014, o lugar tem o maior número de vinícolas na Ucrânia, e é muito procurado por turistas que buscam praias e belezas naturais.
Até agora, o destino da Crimeia é incerto. Fará parte da Rússia? Continuará na Ucrânia? Não sei nada disso, apenas quero que continue charmosa e atraente para os nativos e para os visitantes estrangeiros, independente de que lado estará.

* Sasha Yakovleva é uma jornalista nascida em Moscou. Aos 25 anos, já morou na Ucrânia, Alemanha e Inglaterra. É atualmente casada com um brasileiro e reside em São Paulo. Ela é fascinada por tudo que se relaciona com a cultura russa e de outros países da ex-União Soviética. A ideia do projeto www.feijoadatchaikovsky.com.br nasceu quando Sasha começou a perceber tantas coisas parecidas e diferentes entre as culturas russas e brasileiras, que vão desde comida, tradições de casamento e aniversário até modo de se vestir e gírias.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

OS BOLINHOS DO PAULO DA MARTA

UFPel, 04 de abril de 2014. Uma receita postada por uma amiga no Facebook durante a semana, serviu como incentivo e inspiração para a movimentação que resultou em um almoço comparável à performance dos melhores chefs de cuisine do mundo.

O trabalho foi até às 18:00 h, com pausa para descanso e almoço das 12 às 13:12 horas. Pois foi durante esse período que o chef  Paulo da Marta preparou os ingredientes, acrescidos de compostos de ervas finas e especiarias importadas da Itália, obtendo como produto principal duas dezenas de bolinhos de batata maiores do que uma granada de mão da II Guerra Mundial (vide fotos)




O efeito dos bolinhos foi retardar os reflexos dos degustadores, em função de precisarem de um maior fluxo de sangue em seus estômagos para jiboiar a iguaria.