terça-feira, 30 de agosto de 2016

BEE GEES - ONE NIGHT ONLY / LAS VEGAS, 1997

O video a seguir, com 110,6 minutos, reproduz o álbum One Night Only, do grupo Bee Gees, gravado ao vivo no MGM Grand, Las Vegas / Nevada, 1997.

Fonte: YouTube - Oderint Dum Metuant

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ALGUMAS ALTERAÇÕES NAS REGRAS DO FUTEBOL

Março/2016. Decisão histórica da IFAB (International Football Association Board), em sua 130ª Reunião geral Anual, em Cardiff, País de Gales, abriu o caminho para a introdução de experiências, em partidas oficiais, com árbitros assistentes de vídeo no futebol.
Imagem: http://pt.depositphotos.com/search/futebol.html?AVUPC1AzavO-EQwN5OmD=&qview=9376104

Outras adaptações às regras do futebol, a seguir também destacadas, passam a valer a partir de 1º de junho de 2016.

      1.    CAMPO DE JOGO
O campo de jogo também poderá ser de grama híbrida, ou seja, grama natural adaptada sobre uma base de grama sintética.

      2.    OS JOGADORES
Se:
. uma partida for interrompida por interferência de um membro da equipe técnica, substituto, jogador substituído ou expulso, o árbitro reiniciará o jogo com tiro livre direto - observação: a regra não esclarece quanto ao local de onde deve ser cobrada a infração;
. uma partida for interrompida por causa ou indivíduo - exemplo: torcedor - sem ligação com o jogo, este é reiniciado com bola [neutra] ao chão;
. alguém, fora dos 22 jogadores, impedir um gol, o árbitro poderá validá-lo.

      3.    OS UNIFORMES DE JOGO
Toda a fita ou outro material que estiver cobrindo as meias, deverão ser da mesma cor das meias;
Se um atleta sair do campo de jogo para trocar as chuteiras, não necessitará da permissão do árbitro para retornar, desde que seja autorizado pelo quarto árbitro.

      4.    OS ÁRBITROS
A partir da entrada do árbitro em campo, mesmo que somente para inspecionar o campo de jogo, esse poderá expulsar um atleta – por insulto, por exemplo; não poderá, porém, apresentar-lhe o cartão amarelo, pois as advertências somente serão permitidas somente durante o desenrolar da partida;
Se um atleta se lesionar e a equipe médica entrar para atendê-lo, não será necessário que o jogador deixe o campo de jogo.

      5.    DURAÇÃO DA PARTIDA
O intervalo de tempo utilizado para os atletas beberem água deverá ser adicionado aos acréscimos dados pelo árbitro.

      6.    INÍCIO DE JOGO
A regra anterior previa que a bola deveria rolar, obrigatoriamente, para a frente quando o pontapé inicial fosse executado. A partir de agora, a bola pode ser movimentada em qualquer direção no início das partidas.

      7.    PENALTY
A nova regra proíbe o gesto de interromper-se a corrida efetuada para executar um penalty. Se o árbitro entender que houve este gesto, o atleta poderá ser advertido com cartão amarelo e perderá o direito de repetir a cobrança;
Será advertido também, com cartão amarelo, o goleiro que se adiantar além da linha de gol, em uma penalidade máxima, antes que o batedor efetue o toque na bola.

      8.    DISPUTAS POR PÊNALTIES
Para evitar que uma equipe provoque expulsões para ficar somente com atletas que sejam “especialistas” em pênalties, ante uma disputa desta natureza, a outra equipe deverá reduzir o seu número de atletas até se igualar ao adversário.

      9.    REGRA DO IMPEDIMENTO
A partir de agora não se poderá afirmar que um atleta está em impedimento por um braço ou uma perna, por exemplo. As extremidades não serão consideradas. A posição irregular será apontada exatamente ao longo da linha que passa sobre o ponto onde o jogador receber a bola.

      10. SANÇÕES
Falta cometida pelo chamado “último homem”, em situação clara de gol, só será punida com cartão vermelho se houver jogada violenta.

      11. ÁRBITROS ASSISTENTES DE VÍDEO (VARs)
Por um período experimental de dois anos serão incorporados às partidas de futebol os árbitros assistentes de vídeo (Video Assistant Referees), para analisar os lances de gol duvidosos, jogadas violentas ou problemas para identificar jogadores. O árbitro principal poderá solicitar auxílio das imagens registradas.

      12. AS SUBSTITUIÇÕES
As substituições continuarão em número de três, mas em caso de prorrogação, uma quarta substituição poderá ser efetuada.
   


terça-feira, 31 de maio de 2016

O "HINO" DO "SENTA A PUA!"

Segunda Guerra Mundial - 1944, 4 de julho.  Foi nessa data, bem no Dia da Independência dos Estados Unidos da América (168 anos), que o 1º Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira, o "Senta a Pua!", composto por 32 pilotos e equipe de apoio, desembarcou na base aérea de Suffolk, em Long Island. Seu objetivo era dar continuidade aos treinamentos específicos, com os aviões que seriam utilizados pelo grupo em combate, os Republic P-47 Thunderbolts.

Foto: http://veja.abril.com.br/especiais_online/segunda_guerra/edicaoespecial/sub2_imp.shtml

Naquela oportunidade o grupo pode, de imediato, provar sua capacidade de resolver imprevistos. E na cerimônia de apresentação e desfile de boas-vindas, a tropa norte-americana cantou o hino da sua Força Aérea. Então chegou o momento do desfile da recém chegada tropa brasileira. O capitão Marcílio Gibson, de improviso, ordenou a seus comandados que cantassem "A Jardineira" - marchinha de carnaval composta por Humberto Porto e Benedito Lacerda, em 1938, e gravada por Orlando Silva para o carnaval de 1939 -, cuja letra era conhecida por todos. Assim...,

"Ó jardineira, por que estás tão triste? / Mas o que que foi que te aconteceu? /...",

uma popular marcha carnavalesca, entoada em ritmo de hino militar, e com toda a força dos pulmões dos aviadores brasileiros, foi, naquela ocasião, transformada no hino do "Senta a Pua!".
https://www.letras.mus.br/marchinhas-de-carnaval/430634/

Após o desfile, os militares norte-americanos - que obviamente não entendiam o significado das palavras cantadas em português - cumprimentaram seus colegas brasileiros pelo belo e emocionante hino.

Fontes:
BARONE, J. 1942: O Brasil e sua Guerra Quase Desconhecida. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 2013. 288 p.
http://veja.abril.com.br/
http://veja.abril.com.br/https://www.letras.mus.br/

quinta-feira, 5 de maio de 2016

CANIS VAGANTIA I

Pelotas/Galeria Zabaleta, maio de 2016. O almoço deve ter sido na pastelaria, defronte. Em seguida, uma volta pelo calçadão da Andrade Neves e, diante do tempo enfarruscado, o retorno.

O tapete de boas vindas - de "grama sintética" - da loja de informática foi o local escolhido para a sesta.

   

terça-feira, 29 de março de 2016

MAR DE ARAL - UM DESASTRE AMBIENTAL

Estas são imagens do Envisat - o maior satélite de observação em atividade - e destacam o recuo da costa do Mar de Aral entre 2006 e 2009.
imagem obtida do site Apolo 11
O Mar de Aral, localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, e que já foi um dos quatro maiores do mundo, ao longo dos últimos 50 anos vem diminuindo por conta de um projeto soviético de irrigação que depois – hoje se vê - causou este desastre ambiental.

Até o final da década de 1980, ele se dividiu em Mar de Aral Pequeno (norte), localizado no Cazaquistão, e em forma de ferradura Mar de Aral Grande (sul), compartilhada pelo Cazaquistão e Uzbequistão.
Em 2000, o Mar de Aral Grande estava dividido em dois - um lobo oriental e ocidental. As imagens mostram que entre 2006 e 2009 o lobo oriental recuou bastante, parecendo, nesse período, ter perdido cerca de 80% de sua água.

O dique Kok-Aral, um projeto conjunto do Banco Mundial e do governo do Cazaquistão, foi construído entre as seções do norte e do sul do mar para evitar que a água flua para o trecho sul. Desde a sua conclusão em 2005, o nível da água subiu na parte norte uma média de 4 m.
A evaporação do Mar de Aral deixou para trás uma zona salina de 40.000 Km², agora chamada de Deserto de Karakum do Aral. A cada ano, as tempestades de areia violentas arrastam, pelo menos, 150.000 toneladas de sal e areia do Karakum de Aral através de centenas de quilômetros, causando graves problemas de saúde para a população local e produzindo invernos regionais mais frios e verões mais quentes. Na tentativa de atenuar esses efeitos, os governos estão plantando vegetação adaptável à condição seca/salina no antigo leito do Mar de Aral.
imagem obtida do site National Geographic

Em 2007, o governo do Cazaquistão garantiu mais um empréstimo do Banco Mundial para implementar a segunda etapa, que inclui a construção de uma segunda barragem, do projeto que visa inverter essa catástrofe ambiental causada pelo homem.

O Envisat obteve as imagens acima, em 1o de Julho de 2006 e 6 de julho de 2009, através do Medium Resolution Imaging Spectrometer (MERIS), enquanto trabalhava no modo de resolução completa para proporcionar uma resolução espacial de 300 m.


A imagem do Google Earth/2016 – abaixo – dá a entender que, em relação a 2009, houve uma certa recuperação no volume de água do Mar de Aral, tendendo o mesmo a voltar à situação mostrada em 2006, mas ainda muito longe do que era antes da desastrosa intervenção humana lá no início dos 60's. 

Fontes:
http://earthobservatory.nasa.gov/Features/WorldOfChange/aral_sea.php
http://www.apolo11.com/display.php?imagem=imagens/etc/imagem_satelite_mar_aral_2009_big.jpg
https://www.google.com.br/maps/@45.580275,58.4037179,501046m/data=!3m1!1e3?hl=pt-BR http://news.nationalgeographic.com/news/2010/04/100402-aral-sea-story/

sexta-feira, 25 de março de 2016

CANBERRA

Em 1944, com a Segunda Guerra Mundial entrando em seus estágios finais, o Ministério do Ar Britânico estabeleceu requisitos para um novo bombardeiro, um que fosse capaz de voar em altas velocidades e altitudes elevadas.
O ministério e os projetistas da aeronave não poderiam adivinhar que a proposta que acabaria por ganhar o concurso, o Canberra Elétrico Inglês, ainda estaria servindo 70 anos mais tarde como laboratório voador, realizando pesquisas para a NASA e outras agências do governo dos EUA.

¿Então porque é que a agência espacial dos Estados Unidos, que opera aeronaves de vanguarda na história da aviação, ainda utiliza um avião cujo design vem dos últimos dias da Segunda Guerra Mundial?
Os Canberra usados pela NASA são uma versão americana baseada no modelo B-57, denominada WB-57, e produzidos sob licença da fábrica de aviões Martin, da década de 1950, que construiu cerca de 400 aparelhos entre 1953 e 1957. Os exemplares da NASA - três ao todo - são os últimos ainda em serviço ativo.

Recentemente, os três Canberra foram fotografados voando em formação sobre Houston, perto de sua base. Eles fazem parte do programa científico de transporte aéreo da NASA (ASP), responsável pela atualização e modernização de sistemas de bordo e avanços no uso de dados de satélite.
A sua capacidade de voar alto os torna adequados para uma variedade de postos de trabalho, muitos deles em apoio a satélites da NASA. Estes incluem testes de calibração para ajudar medições a partir de satélites, testes em novos sensores antes de serem lançados ao espaço e obtenção de medições em grande altitude, cruzadas com leituras feitas a partir de satélites em órbita. Os Canberra voam  com uma variedade de instrumentos científicos, medindo a química atmosférica, as partículas de nuvens, poeira cósmica, umidade do solo, elevação do gelo do mar, etc.
Foto: NASA/Flickr

Pertencentes à primeira geração de aviões a jato, esses aviões ainda estão em serviço graças ao seu design impressionante, resultado de rígidos estudos motivados pelas necessidades da guerra - no caso, a II Guerra Mundial. Seus projetistas, à época, lutavam para lidar com os enormes problemas que se originariam a partir dos deslocamentos da aeronave em velocidades tão altas.

Em 1957 o Canberra quebrou o recorde de maior altitude, quando atingiu 21.400 m. Esta capacidade, aliada à sua estabilidade em vôo, o mantém, ainda hoje, muito útil para pesquisas de precisão.

Fonte: BBC


sexta-feira, 18 de março de 2016

MULHERES & DOCES IV

2016, 18 de março - bandas de Pelotas, RS. Alheia à presença do fotógrafo de O Século XX, esta jovem devora um bombom de morango, ao que nos parece, deixando o morango para o final.
Consciente do flagrante, permitiu a divulgação da imagem, desde que seu rosto e sua identidade não fossem revelados. Informou-nos seu motivo: "Minha nutricionista é linha dura e me xingaria se visse uma coisa destas."      
Figura 1


Instantes após, abriu um sorriso, ligou o botão do "vá se danar!" e, em tom provocativo à tal nutricionista - cujo doutorado no Deutsches Institut für Ernährungsforschung Potsdam-Rehbrücke, na Alemanha, confirma, de verdade, sua fama de durona - permitiu-se fotografar, sem cortes, avançando com vontade sobre o super-calórico bombom.

Figura 2

O Século XX acredita que as imagens acima "caíram na NET" muito antes desta publicação, pois não mais do que cinco minutos depois de ser clicada, a jovem recebeu uma ligação telefônica. Era a sua nutricionista.

sábado, 26 de setembro de 2015

PRISIONEIROS

II Guerra Mundial, 1940. A França caiu em pouco menos de seis semanas após o início da ofensiva alemã (10 de maio) no ocidente. Nesse período muitos soldados e civis franceses foram aprisionados e, posteriormente, enviados para a Alemanha, onde trabalharam na indústria e na construção.
Aqui alguns desses prisioneiros se preparam para jantar. O cardápio(?): batatas.

Foto (fonte): BISHOP, C & MCNAB, C. A Guerra na Europa e Norte da África - 1939/1942 -, vol. 1, p. 23. 

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

QUO VADIS?

" Agora que vou para aquele que me enviou, nenhum de vocês pergunta: 'Para onde vais?' "
João 5:16


 
2015, 16 de setembro. Menina síria, sentada sobre a linha do trem, na fronteira da Sérvia com a Hungria, tenta entender o momento e imaginar o que pode acontecer a seguir. Assim como ela e sua família, muitos outros migrantes, vindos da Síria, tentam ingressar na Alemanha através da costa da Grécia, fazendo a travessia por terra pela Sérvia, Hungria e Áustria, respectivamente.
 
Afflatus The Telegraph
Foto Christopher Furlong/Getty Images

terça-feira, 28 de julho de 2015

1977 - A VEZ DO GRÊMIO

1976. A chegada do técnico Telê Santana em setembro, depois de uma tentativa inicial infrutífera dos dirigentes do Grêmio, dava a entender que a temporada do ano seguinte estaria bem encaminhada. E estava mesmo.
O Grêmio tinha fama de bom pagador. Assim, não foi difícil trazer jogadores experientes e de retrospecto positivo, e com eles formar uma boa equipe. O professor Ithon Fritzen, um gaúcho da cidade de Campo Bom, cuidaria da preparação física. O objetivo inicial era impedir que o colorado fosse enea – lê-se ênea – campeão gaúcho, em 1977.

Indicado pelo, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos, Almirante Heleno Nunes, e com salários atrasados no Flamengo, o meia Tadeu Ricci foi contratado. Em seguida veio o lateral direito Eurico, dispensado pelo Palmeiras que preferiu apostar em Rosemiro, oriundo do Clube do Remo (PA).  Yura, um ótimo e dedicado meia-direita, prata da casa, marginalizado em temporadas anteriores, nem imaginava que seria um dos jogadores mais importantes no esquema de Telê que tinha planos para ele.
“Ele mostrou que era preciso ser profissional. Antes, nós não tínhamos direito a discutir nada, era tudo de cima para baixo. E aí chegou o Telê e modificou tudo, começou a conversação, o Telê dava liberdade.” [Júlio Titow, o Yura]1

Contratado pelo Grêmio em 1973, após ter sido observado no campeonato brasileiro do ano anterior, mais especificamente no jogo do Internacional contra o América (GB)2, e tendo marcado o único gol do jogo, Tarciso disse certa vez, após uma derrota em Gre-Nal, que não aguentava mais perder para o Internacional. Ele que era meia de origem, fora sacrificado durante quatro anos no Grêmio jogando como centroavante. Agora, Telê Santana que enxergava o que a maioria não via, queria aproveitá-lo como ponta-direita. A partir do desempenho, acima da expectativa, de Tarciso na posição, o intrépido narrador Haroldo de Souza, na época trabalhando na Rádio Gaúcha, imortalizou o atleta, chamando-o de “o flecha-negra”, como é hoje conhecido.
Atílio Genaro Ancheta Weiguel fora escolhido o melhor zagueiro da Copa do Mundo, em 1970. O Grêmio o contratou no ano seguinte com o objetivo de agregar qualidade ao grupo que tentaria quebrar a hegemonia do Internacional nos gramados gaúchos. O Inter não se deixou abater e respondeu alguns meses depois com Elias Ricardo Figueroa Brander, mantendo seu ciclo de vitórias.

Após seis anos de derrotas, Ancheta queria ir embora. Os dirigentes gremistas não concordaram e resolveram apostar nele, no Tarciso e no Yura para a temporada de 1977. O técnico Telê saberia o que fazer dali em diante.
1977, 3 de abril. Foi contra o Guarany, em Bagé, que eu vi esse time jogar pela primeira vez. E já estava ajustado, com o Yura, antes acostumado a jogar por todo o campo, desempenhando uma nova função. O Grêmio do Telê era diferente de tudo o que eu tinha visto. Quando o time atacava, avançavam, ao mesmo tempo e com velocidade, os dois zagueiros e os dois laterais. Eles se juntavam aos atacantes, enquanto a defesa ficava guarnecida por dois volantes: o Vitor Hugo pelo meio, e o Yura, como o homem mais recuado, também pelo meio, mas apto a interceptar um contra-ataque tanto do lado direito, quanto do lado esquerdo.

E pensando todas as jogadas do Grêmio havia um craque, o Tadeu Ricci. Para quem o não viu jogar, digamos que ele foi uma das principais estrelas do Flamengo nos tempos de Júnior e Zico, onde jogou até 1976.
O ataque tricolor ainda não estava bem configurado: André, o André Catimba, que mais tarde seria decisivo para a conquista do Campeonato Gaúcho de 1977, ainda jogava no Guarani [de Campinas]; Alcindo, o veterano centroavante das vitoriosas jornadas dos 60’s, só estrearia contra o Riograndense [de Santa Maria], uns dias mais tarde. Assim, o trio de atacantes formou, em Bagé, com Zequinha, Tarciso e Éder.

Zequinha, um ponta direita com grande habilidade técnica, contratado ao Botafogo, em 1974, também era um dos remanescentes do Grêmio dos “intermináveis” fracassos diante do Internacional. Ainda assim, era um ótimo atleta para as pretensões do tricolor da Azenha.
Éder era um ponta esquerda promissor, com um chute forte - tão forte e tão certeiro como o do Rivelino -, revelado pelo América Mineiro, em 1976, então com 19 anos de idade, e observado por Telê Santana que o indicou para o Grêmio.

Enquanto isso, Tarciso ainda estava fazendo de conta que era centroavante.
O primeiro Gre-Nal dessa equipe, em 17 de abril, serviu para mostrar que a defesa formada pelos experientes Eurico, Ancheta, Oberdan e Ladinho, estava pronta para enfrentar qualquer adversário.

Oberdan foi a primeira contratação do Grêmio para 1977. A ideia partiu do Dr. Nelson Olmedo, vice-presidente de futebol. No ano anterior, assistindo a um tape do jogo Coritiba 1 x 0 Internacional (30/10/1976), observou que todas as bolas levantadas para a área do Coritiba foram cabeceadas pelo Oberdan, que venceu todos os supostos duelos com o Escurinho, exímio cabeceador colorado. Então, sem ninguém saber, Olmedo foi a Curitiba para contratar o cara que até já havia largado o futebol.
“... . Esse foi o homem que botou o dedo na cara do Escurinho e disse: ‘– Nunca mais vocês vão fazer gol de cabeça enquanto eu jogar.’ E foi verdade.” [Hélio Dourado]3

O Ladinho foi indicado para o Grêmio através de uma ligação telefônica.
“Eu estava no Rio fazendo a transação do Tadeu Ricci e o Grêmio foi jogar uma partida em Curitiba, ..., quando o Afonso Gobbi me ligou...: ‘- Me falaram do Ladinho, lateral do Atlético Paranaense!’. Quando ele falou em Ladinho eu lembrei que tinha visto o Ladinho jogar duas ou três vezes e tinha me chamado a atenção.” [Nelson Olmedo]4

É bem provável que a relação entre o goleiro Walter Corbo e o Peñarol estivesse estremecida em 19 de janeiro de 1977, quando o Grêmio foi a Montevideo jogar um amistoso contra a seleção do Uruguay, onde ele também atuava. Corbo procurou os dirigentes do clube gaúcho no Hotel e alinhavou, com o Dr. Nelson Olmedo, a sua contratação.
Pronto. Estaria assim formada uma equipe competitiva, não só capaz de enfrentar, de igual para igual, o gigante colorado, mas também apta a impor sua técnica diante de todas as outras grandes equipes do futebol brasileiro e orgulhar a sua torcida e o seu presidente – um dos maiores da história do Grêmio -, o Dr. Hélio Dourado.

O campeonato gaúcho seria só o aperitivo.
Referências:
I) [1, 3 e 4] OSTERMANN, Ruy Carlos. Até a Pé Nós Iremos; p. 144-155.
II) [2] “Pela Lei complementar número 20, de 1 de julho de 1974, durante a presidência do general Ernesto Geisel, decidiu-se realizar a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a partir de 15 de março de 1975, mantendo a denominação de estado do Rio de Janeiro,...” - https://pt.wikipedia.org/wiki/Guanabara.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

CEMITÉRIO DE BUQUES

Porto de Montevideo, 2015. Assim esquecidos, barcos em desuso - cerca de uma dúzia - descansam nas posições em que foram abandonados há bastante tempo, quiçá, alguns há décadas. 





Rombos não desprezíveis nos compartimentos abaixo da linha d'água vão causando, aos poucos, o desnivelamento das embarcações. Pelo menos dois buques, do conjunto observado, estão adernados em cerca de 45 graus. O tempo se encarregará de piorar o cenário.


Fotos: O Século XX
    

terça-feira, 14 de julho de 2015

TERREMOTO NA COSTA OESTE DA AMÉRICA DO NORTE


“Comece a correr quando os cães começarem a latir. Fuja a pé, pois as estradas vão sumir do mapa.”. Assim recomendam os geógrafos, referindo-se a um provável terremoto que poderá atingir a costa oeste da América do Norte, desde o Cabo Mendocino, na Califórnia, até a ilha de Vancouver, na Colúmbia Britânica (Canadá).


O terremoto, previsto para 9 graus na escala Richter, se ocorresse agora, viria com um atraso de 72 anos e geraria um tsunami com ondas que chegariam a 60 metros de altura.

Especialistas da área dizem que as pessoas têm 20 minutos para fugir – ou seja, melhor ficar onde estão - quando a placa Juan de Fuca, que abrange 700 milhas de oceano, deslizar sob a região.

O inútil alerta vale para a população litorânea da Califórnia, do Oregon e de Washington (Estados Unidos) e da Colúmbia Britânica (Canadá).

quinta-feira, 30 de abril de 2015

TANGO AO MEIO-DIA

2015, 10 de fevereiro. Descubram os porteños de La Boca que turistas de quaisquer lugares do mundo passeiam nas proximidades de seus domínios, e lá estão eles a demonstrar que o tango é uma das principais referências culturais em Buenos Aires.




 
Aqui, em horário de almoço, um jovem casal de trabalhadores de uma pizzaria-café, localizada na esquina da [calle] Garibaldi com Gregório Aráoz de Lamadrid, utiliza-se desse expediente com perfeita desenvoltura para atrair clientes.

Imagens: O Século XX

domingo, 15 de março de 2015

SPEED RACER

Exibido na TV brasileira a partir da primeira metade dos 70's, aos finais de tarde, em dias alternados, Speed Racer fez parte da infância dos cinquentões e cinquentonas de hoje.

A Fábrica de Lembranças traz uma descrição completa a respeito desse desenho, que eu acredito ser, de todos, o mais famoso da época.

Fonte Fábrica de Lembranças

quarta-feira, 11 de março de 2015

BOND GIRL

2015, 23 de outubro – Lançamento [no Reino Unido e na Irlanda] de "Spectre", o 24º filme da história do agente secreto James Bond, no qual Daniel Craig interpreta o agente da MI6 pela quarta vez. 

A novidade boa é a presença da atriz Stephanie Sigman (Ciudad Obregón/Mexico, 1987), indicada para o Oscar por sua interpretação em Miss Bala (2011). Ela é uma das bond girls da trama, juntando-se à francesa Léa Seydoux (Passy/Paris/France, 01/07/1985) e à italiana Monica Bellucci (Città di Castello/Italia, 30/09/1964).

 



sexta-feira, 6 de março de 2015

ACOLHIDA AOS CALOUROS DA BIOLOGIA - UFPEL, I SEMESTRE/2015

2015, 06 de março - sexta-feira, 14:30 h. Alunos do terceiro semestre do curso de Biologia (figs. 1, 2 e 3) da UFPel aguardam, à sombra das árvores - sensação térmica: 28ºC - a liberação dos seus calouros que estão em aula em um prédio próximo dali. 
Fig. 1
O objetivo é dar as boas vindas aos novos colegas e, desde já, deixá-los à vontade junto aos..., digamos, veteranos do curso.
Fig. 2

Fig. 3
Aqui, já devidamente "decorados" com pintura no rosto em diversas cores, os novos alunos posam para os registros fotográficos de praxe (figs. 4, 5 e 6).
Fig. 4

Fig. 5

Fig. 6
Com exclusividade para O Século XX, calouros (os pintados) e veteranos (os de jaleco) do curso acenam para a posteridade (fig. 7). Daqui a alguns ou muitos anos vão analisar a foto e, quiçaz, nem vão se reconhecer. Ao mesmo tempo vão tentar identificar a maioria dos colegas, pensando: "¿Por onde anda o(a)...?"  
Fig. 7

MARILYN PARA SEMPRE

2015, 10/15 de março. Fotografada por Bert Stern (New York, 03/10/1929 - New York, 26/06/2013) para a revista Vogue em junho de 1962, a beleza de Marilyn Monroe (Los Angeles, 01/06/1926 - Brentwood/Los Angeles, 05/08/1962) resplandece novamente através dessa série de fotografias, as quais serão destinadas a leilão pela Heritage Auctions Texas.

Abaixo, uma amostra grátis.
photo: Bert Stern
O valor estimado, por impressão, é de 4.000 libras-esterlinas - cerca de R$ 18.400,oo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MULHERES & DOCES III

2015, 12 de fevereiro. Sem saber que estava sendo clicada, uma turista brasileira exibe um comportamento um tanto anormal diante da vitrine de uma confeitaria em Montevideo, Uruguay. Desesperou-se a mesma diante de tantos doces exibidos pelo estabelecimento. Depois, provavelmente, não resistiu à tentação e devorou alguns.
Fig. 1
Em seguida, alcançada e alertada pelo fotógrafo de O Século XX, autorizou a publicação do flagrante (figura 1), desde que mantivéssemos em segredo sua identidade e, aí sim, posou, feliz, para outro registro fotográfico diante da mesma loja (figura 2).
Fig. 2

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

¿QUEM GOSTA DE TOMAR CAFÉ RUIM?

Em obediência cega à Lei Federal 8.666, desde 21 de junho de 1993, as instituições públicas têm que se contentar com bens de consumo, bens permanentes e serviços oferecidos pelo menor preço possível, o que, na maioria das vezes, implica a aceitação de produtos e serviços de baixa categoria. Cuidados na hora de elaborar os termos de referência dos pedidos, inserindo exigências e características de bens e serviços, nem sempre obtêm sucesso, uma vez que muitos materiais de qualidade duvidosa se equiparam em descrição técnica - porém não em qualidade técnica - ao procurado.

Desse modo acabam os órgãos públicos adquirindo grandes porcarias em se tratando de bens e assinando contratos de serviços [muitas vezes] não satisfatórios.

Tomemos como exemplo um bem de consumo bem simples, utilizado pela maioria dos trabalhadores brasileiros como forma de estímulo à rotina de trabalho: o cafezinho.

A imagem [borrada de propósito], acima, apresenta dois tipos de café adquiridos por uma instituição pública [do sul do Rio Grande do Sul] para consumo interno. Não seria preciso dizer que ambos os produtos são de péssima qualidade, uma vez que o assunto aqui é apontar e exemplificar uma mercadoria ruim, comprada pelo menor preço - é verdade -, mas com uma qualidade muito abaixo da esperada. E não têm nem cheiro de café.

¿Quem gosta de tomar café ruim?